Resistência ao Bt coloca a lagarta do cartucho no centro das atenções nesta safra de milho

Por: PESSOA, Marina https://www.embrapa.br/busca-de-imagens/-/midia/1905003/lagarta-do-cartucho
A lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) está preocupando os produtores de milho. Tradicionalmente, esse alvo não gerava alarde porque os híbridos de milho geneticamente modificados que apresentam a tecnologia Bt garantiam uma proteção confiável contra a praga. No entanto, o cenário vem mudando: a proliferação de populações de lagartas resistentes à tecnologia genética desafia o manejo e coloca a produção em risco.
De acordo com Leonardo Vieira, gerente de inseticidas e líder da cultura do algodão da Sumitomo Chemical no Brasil, as infestações com lagartas resistentes explodiram na atual safrinha de milho 2025/26. O momento exige atenção imediata, com revisão das estratégias de manejo e necessidade de investimento em lagarticidas eficientes.
“Desde 2023, os relatos de danos econômicos no campo vinham ganhando escala em lavouras no Oeste da Bahia e Cerrado. Agora, este é o ano da lagarta. Temos relatos de resistência em todas as regiões do Brasil. Os casos são heterogêneos, com diferenças de acordo com o híbrido de milho e com a região, mas a dificuldade de controle ganhou larga escala”, alerta Vieira.
Uma história de resistência

Por muitos anos, cultivares de milho com tecnologia Bt foram a principal barreira de proteção contra os ataques da lagarta do cartucho. Com o plantio do milho geneticamente modificado, a planta é capaz de produzir uma toxina letal para as lagartas. Ao se alimentar das folhas de milho, naturalmente a praga morria. Dessa forma, a adoção das cultivares Bt falicitou a rotina de manejo e reduziu drasticamente a necessidade de inseticidas.
O problema é que a lagarta do cartucho vem desenvolvendo resistência a essa toxina. Esse processo não aconteceu da noite para o dia. A resistência se manifesta ao longo de safras sucessivas, influenciada pelo uso contínuo dos mesmos híbridos que apresentam as mesmas proteínas Bt, sem o devido investimento em rotação de tecnologias para desacelerar a seleção natural de indivíduos resistentes.
Na prática, a proteção que o produtor achava que tinha não existe mais como antes, segundo o especialista.
“O produtor olhava para a lagarta do cartucho como se fosse um problema de segundo plano. A aplicação de inseticida geralmente tinha como foco apenas outros alvos como o percevejo, a cigarrinha e o pulgão, então os ativos escolhidos tinham menor eficácia para controlar a lagarta. Hoje em dia, o produtor está sendo obrigado a fazer a aplicação específica de lagarticida”, conta Vieira.
Danos diretos e o esconderijo da lagarta
A lagarta do cartucho pode prejudicar a lavoura de milho em qualquer estádio durante a safra, com preferência alimentar pelos cartuchos de plantas jovens. Em geral, de acordo com boletim técnico do Incaper, “os ataques provocam perdas na ordem de 17% a 38,7% na produção, dependendo do ambiente, da cultivar e do estádio de desenvolvimento das plantas atacadas, comprometendo tanto o rendimento, quanto a comercialização do milho.”
Além do crescente fenômeno da resistência, a lagarta do cartucho preocupa porque apresenta um comportamento que prejudica o controle: ela se refugia dentro da espiga de milho. Isso dificulta a performance dos inseticidas porque a praga fica protegida do contato direto com defensivos aplicados.
“A lagarta do cartucho compromete a produção, a produtividade e a qualidade dos grãos. Ela causa danos diretos, com um alto índice de raspagem de folha e desfolha que prejudica o potencial produtivo no milho. O momento mais dramático da infestação ocorre quando a lagarta encartucha e causa danos na espiga porque fica mais difícil atingir o alvo”, diz Vieira.
Manejo eficiente da lagarta do cartucho no milho
Para manejar as lagartas resistentes, os agricultores devem reforçar boas práticas de manejo como a adoção de áreas de refúgio estruturado com milho convencional em pelo menos 10% da área total, escolha de lagarticidas eficientes, rotação de ativos e de modos de ação e investimentos em tecnologias de aplicação. Além disso, ainda que o milho geneticamente modificado esteja perdendo eficiência no controle da lagarta do cartucho, a tecnologia deve continuar em uso porque é essencial para manejar outras espécies de pragas.
É importante ter cuidado com a vazão adequada de aplicação dos inseticidas e conduzir os trabalhos de campo em horários com condições climáticas amenas porque a lagarta tem a tendência de se esconder na lavoura nas horas mais quentes do dia. “Para aumentar o índice de controle, recomendamos que o produtor faça um manejo preventivo. É importante aplicar o lagarticida de forma preventiva e calendarizada para não deixar que a lagarta se estabeleça no cartucho do milho”, orienta Vieira.
O especialista também alerta que não adianta mirar o alvo isoladamente, já que a lagarta pode se desenvolver bem em outras culturas. “A resistência da lagarta do cartucho causa dificuldade de controle principalmente em milho. Mas, dada a adaptabilidade da lagarta, já temos relatos preocupantes no algodão e na soja também”, diz.
Dessa forma, o manejo deve contemplar estratégias voltadas para o sistema produtivo, contemplando boas práticas agrícolas nas lavouras de soja e de algodão. “Para garantir um bom efeito de controle no milho e no algodão, o produtor tem que monitorar e ter um bom manejo de lagartas na primeira safra que antecede as demais. Manejando esse alvo na soja, o produtor entrega a área com menor potencial de infestação para o cultivo do milho e/ou do algodão”, explica o gerente.
Pacote tecnológico completo

A Sumitomo Chemical oferece um pacote tecnológico eficaz contra a lagarta do cartucho no milho. A companhia recomenda uma aplicação do inseticida OpteraDuo® na fase de estabelecimento da cultura do milho, por ser uma solução que oferece sistematicidade, garantindo choque rápido e residual prolongado. Esse inseticida, que foi lançado no início de 2026, tem uma formulação com tecnologia exclusiva da Sumitomo Chemical e se destaca por ter registro para aplicação aérea.
Ao longo da safra de milho, com o objetivo de promover a adequada rotação de ativos, é recomendada a aplicação de Abaday®, que atua por contato e ingestão com alta eficiência. Se ainda houver necessidade de uma terceira aplicação de inseticida na lavoura de milho para controlar a lagarta do cartucho, o agricultor pode reaplicar o OpteraDuo®.
“Tanto Abaday quanto OpteraDuo são ferramentas primordiais. Ambas são misturas prontas que trazem praticidade para o produtor, atuando no choque, com função ovicida que quebra o ciclo da praga e com ação que controla a lagarta adulta. Temos uma plataforma robusta, diferenciada e completa que entrega quatro ativos e quatro mecanismos de ação”, conta Vieira.
Quer saber mais? Entre em contato com nosso SAC Sumitomo Chemical Brasil pelo telefone 0800-725-4011, WhatsApp (85) 98128-3297 ou e-mail sac@sumitomochemical.com. Para a compra de produtos, acesse a nossa página com todos os endereços.
Produtos relacionados
Precisa de ajuda?
Entre em contato conosco através dos
nossos canais de atendimento:
Atenção
Produto perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, bula e receita. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual (EPI´s). Proibida a utilização do produto por menores de idade. Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Aplique as doses especificadas e recomendadas na bula do produto. Primeiros socorros e demais informações, vide o rótulo, a bula e a receita agronômica. Descarte as embalagens e restos de produtos dentro das normas, e não reutilize as embalagens vazias. Sempre inclua outros métodos de controle de pragas, seguindo o MIP.
Produto para uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um engenheiro agrônomo.








