Qual o melhor herbicida para sua lavoura?
Saiba como investir em dessecação pré-plantio e nas aplicações em pré e pós-emergência com alta performance.
A escolha do melhor herbicida depende de vários fatores. É fundamental identificar as plantas daninhas de folhas largas e de folhas estreitas presentes na área, qual o histórico de infestações e pulverizações, identificar casos de plantas tolerantes ou resistentes e ativos envolvidos. Assim, pode-se planejar um manejo de plantas daninhas integrado, escolhendo o melhor herbicida para cada etapa da safra.
“Temos um cenário atual muito complexo, de elevada quantidade de ervas daninhas presentes nas áreas e ampla resistência. As novas tecnologias vêm para auxiliar no manejo, complementar e ampliar o leque de opções que o produtor já tem. O ideal é que o produtor tenha um equilíbrio no manejo e uma rotação para que lance mão de todas as tecnologias, dando longevidade para as ferramentas ao longo do tempo”, diz Jeander Costa, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Sumitomo Chemical.
O melhor herbicida para dessecação pré-plantio
Antes do plantio, a pulverização de herbicidas visa eliminar ao máximo a massa verde e preparar a área para o plantio “no limpo”, reduzindo a matocompetição durante o estabelecimento da plantação.
- Saiba mais no artigo: “plantar no limpo” é fundamental para preservar o potencial produtivo da lavoura.
Uma vantagem da dessecação é o menor risco de fitotoxicidade, já que a área não tem lavoura comercial nesta etapa do manejo. Apesar disso, o herbicida escolhido não pode comprometer a cultura que será implementada.
“O ideal é que o herbicida tenha seletividade para a cultura que vai ser plantada na área, sem carryover, com amplo espectro de controle e velocidade de ação”, diz Zeni.
Durante a dessecação, é possível realizar a associação entre ativos. O produtor deve buscar efeitos sinérgicos.
“Atualmente, na maioria dos casos, o agricultor tem realizado este tipo de associações. Estas complementam o controle, para que o produtor tenha um resultado mais rápido e eficiente. O agricultor vem buscando diferentes modos de ação e grupos químicos. Mas, infelizmente, alguns produtos já adquiriram resistência”, explica Zeni.

A resistência e a tolerância de plantas daninhas aos herbicidas ocorrem naturalmente, em razão do uso intensivo de um determinado produto e seleção de populações menos sensíveis ou mais tolerantes a um determinado grupo químico. Ao longo do tempo, as plantas selecionadas passam a representar a maioria das infestantes e o produtor percebe que o herbicida não funciona mais na área.
Dessa forma, para retardar a ocorrência desse fenômeno e prolongar a vida útil das tecnologias, é fundamental rotacionar ativos e grupos químicos no manejo. O glifosato, que é um herbicida amplamente utilizado no Brasil, vem sendo questionado, mas ainda tem papel relevante no campo e não deve deixar de ser utilizado, segundo o gerente Jeander.
“Além de controlar amplo espectro de daninhas que ainda não apresentaram resistência, é um dos herbicidas mais sistêmicos. O glifosato é muito amigável e promove profundidade de controle e tem um efeito sinérgico que acaba ajudando outras ferramentas. Apesar da queda de eficiência ao longo dos anos, o glifosato ainda é uma ferramenta muito estratégica para o manejo integrado”, afirma Zeni.
Entre as alternativas de associações, é possível combinar glifosato e flumioxazina, por exemplo, que é uma molécula inovadora criada pela Sumitomo Chemical.
Gabriel Zeni também recomenda que o produtor tenha cuidado com o uso de maquinário.
“Como o agricultor faz o uso de diferentes ingredientes ativos, pensando em diferentes alvos que ele tem em sua propriedade, é importante fazer uma boa limpeza do pulverizador após terminar as operações de dessecação”, aconselha Zeni.
- Saiba mais sobre o tema: eficiência de pulverização depende da correta limpeza, manutenção e inspeção do maquinário.
Para ajudar o produtor na etapa de dessecação, a Sumitomo Chemical aguarda o registro de um novo herbicida inibidor de protox para controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, que vai proporcionar maior velocidade na dessecação de pré-plantio, além de um amplo espectro de controle. O produto estará disponível no mercado brasileiro a partir de 2027.
Uma boa dessecação pré-plantio deixa a área limpa para a próxima etapa do manejo. A dessecação beneficia o uso de pré-emergente porque o produto poderá atingir o solo de maneira eficiente e mais uniforme.
Como escolher o melhor herbicida pré-emergente?
A escolha do melhor herbicida pré-emergente pode ser influenciada pelo tipo de solo. O solo arenoso, por exemplo, pode exigir ajustes na dosagem.
“Para a adoção ideal, a escolha do pré-emergente tem que levar em consideração o espectro de controle, a seletividade para a cultura, o período residual que o produto pode oferecer e o tipo de solo”, orienta Zeni.

A recomendação de uso mais segura é o sistema ‘aplique e plante’. Contudo, há flexibilidade para o emprego da tecnologia em associação com o glifosato durante a dessecação, dependendo das condições climáticas e do planejamento da fazenda.
Nestas situações, é fundamental que a cobertura de massa verde seja inferior a 30%, pois a vegetação viva atua como uma barreira física e biológica: ela intercepta e absorve o herbicida, impedindo que o ativo atinja o solo para formar a camada residual necessária ao controle das sementes em germinação
Independentemente da forma de aplicação, a adoção do pré-emergente é estratégica para o manejo, segundo Zeni.
“O pré-emergente é uma das melhores ferramentas para reduzir o banco de sementes de plantas daninhas no solo. Em duas a três safras, o produtor pode recuperar uma área com altíssima infestação de plantas daninhas”, diz Zeni.
As plantas daninhas registram diferentes fluxos de produção de sementes e propagação. Espécies como o caruru (Amaranthus hybridus) podem produzir de 200 a 600 mil sementes por planta. Dessa forma, manejar o banco de sementes no solo beneficia todo o sistema produtivo ao longo do tempo.
A Sumitomo Chemical apresenta o ZethaMaxx®Evo, um herbicida pré-emergente de formulação exclusiva e patenteada que integra, de forma sinérgica, três mecanismos de ação distintos (Grupos B, E e K3). Esta solução garante um amplo espectro de controle, sendo estratégica tanto no manejo de folhas largas e estreitas quanto na prevenção de biótipos resistentes. .
Além dos ativos, a tecnologia conta com um pacote inovador de coformulantes que otimiza a dinâmica dos ativos, conferindo maior estabilidade de calda, efeito residual prolongado e maior performance de controle, mesmo sob condições menos favoráveis, como alta palhada ou veranicos.
- Leia sobre a tecnologia: herbicida pré-emergente é estratégico para prevenir a matocompetição.
“O objetivo do pré-emergente é garantir a emergência e o estabelecimento da cultura no limpo, sem matocompetição com plantas daninhas. Mas isso depende de dois fatores: o ingrediente ativo e a formulação. A tecnologia de formulação do ZethaMaxx®Evo permite que os ativos possam transpor palhada, proporciona uma menor degradação dos ingredientes ativos após a aplicação, oferece segurança e controle para um maior período residual”, conta Zeni.
Como escolher o melhor herbicida pós-emergente?
O herbicida pós-emergente representa a última etapa do manejo, para controlar plantas daninhas remanescentes ao longo da safra. A quantidade de aplicações, doses e misturas necessárias varia conforme a área tratada. Porém, um consenso entre os especialistas é a recomendação de caprichar na dessecação pré-plantio e no uso de pré-emergente para que o uso de pós-emergentes seja equilibrado.

Nesta etapa do manejo, a fitotoxidade é um risco que não se pode correr. Dessa forma, para a escolha do melhor herbicida pós-emergente, o produtor deve buscar uma ferramenta seletiva à cultura e de alta performance no controle de daninhas. Também é recomendável ter mais cuidado com a tecnologia de aplicação.
- Leia também: a escolha correta de pontas de pulverização melhora a eficiência das aplicações dos defensivos agrícolas.
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