3 erros comuns no manejo do algodão que afetam a qualidade da fibra do algodão
A qualidade da fibra do algodão influencia diretamente na rentabilidade do agricultor. Fibras longas e extralongas, por exemplo, valem mais e são demandadas para a fabricação de fios finos, tecidos mais leves, macios e resistentes, usados em camisaria de alto padrão e roupas premium.
Sobre a qualidade da fibra do algodão
A qualidade da fibra do algodão influencia diretamente na rentabilidade do agricultor. Fibras longas e extralongas, por exemplo, valem mais e são demandadas para a fabricação de fios finos, tecidos mais leves, macios e resistentes, usados em camisaria de alto padrão e roupas premium.

Em geral, a indústria têxtil busca fibras com boa uniformidade, resistência e micronaire (índice que mede finura e maturidade da pluma) adequado. Com isso, a commodity de boa qualidade pode aumentar o rendimento na fiação e reduzir perdas industriais. Entender as necessidades da indústria faz com que o produtor possa caprichar no manejo do algodoeiro e garantir a venda de algodão de qualidade consistente, com melhor precificação.
- Leia mais – Algodão: a complexa cadeia que não tolera erros.
A cotonicultura exige alto investimento em tecnologia e o produtor enfrenta riscos inerentes ao negócio, como os riscos climáticos e a volatilidade de preços e câmbio. Por isso, pequenos desvios no manejo do algodão podem comprometer a rentabilidade do produtor no fim da safra.
A Sumitomo Chemical mapeou três erros de manejo que ainda são frequentes nas lavouras de algodão e corroem a renda do produtor rural. Esses três erros de manejo têm impacto na qualidade da fibra do algodão, prejudicando as operações de colheita, beneficiamento e comercialização.
1 – O impacto do bicudo-do-algodoeiro

EMBRAPA - Por: ARAÚJO, Sebastião José de
O controle de pragas no algodão deve ser uma prioridade ao longo de toda a safra. Em levantamentos com times técnicos de campo, a Sumitomo Chemical concluiu que o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) continua sendo a principal praga da cotonicultura.
O bicudo ameaça a qualidade da fibra do algodão de forma sistêmica. Para se alimentar e se reproduzir, esse pequenino besouro perfura as maçãs de algodão. Isso prejudica as estruturas reprodutivas do algodoeiro, atrasa o ciclo da planta e provoca uma abertura desuniforme dos capulhos.
- Leia mais: o que é o bicudo do algodoeiro e como controlar.
O resultado desse ataque desastroso não poderia ser diferente: o produtor observa impactos negativos no comprimento e resistência das fibras de algodão, além do impacto direto na produtividade. A praga ainda favorece o surgimento de manchas e contaminações, elevando o risco de impurezas que reduzem o padrão HVI e o futuro valor comercial do algodão.
- Veja também: monitoramento e controle químico eficiente são essenciais para eliminar o bicudo-do-algodoeiro.
Um erro comum no manejo do algodão que prejudica a qualidade da fibra do algodão é justamente atrasar o monitoramento do bicudo-do-algodoeiro. Produtores também costumam enfrentar problemas no manejo quando realizam aplicações de inseticidas sem critério técnico. Além disso, plantas atacadas pela praga ficam sob estresse fisiológico e podem antecipar ou desregular o ciclo, fato que prejudica diretamente a maturação dos capulhos do algodoeiro.
O erro de controle do bicudo-do-algodoeiro provoca:
- Fibras de algodão mais curtas;
- Menor resistência da fibra do algodão;
- Maior presença de impurezas;
- Redução da uniformidade;
- Menor produtividade.
Controle o bicudo-do-algodoeiro:
Para melhorar o manejo, é ideal monitorar a incidência da praga semanalmente, utilizar armadilhas para estimar as infestações do bicudo e aplicar o inseticida no momento ideal. É preciso escolher soluções com alta performance e ter o cuidado de rotacionar os mecanismos de ação dos químicos ao longo da safra. Além disso, o produtor deve eliminar soqueiras após a colheita para reduzir a pressão do bicudo-do-algodoeiro.
A Sumitomo Chemical auxilia os produtores no controle do bicudo-do-algodoeiro oferecendo Legion®, um inseticida eficaz de amplo espectro, com ação sistêmica e de contato, indicado para controlar as populações do bicudo e assim preservar os botões florais e maçãs do algodoeiro.
2 – O caso da ramulária

EMBRAPA – Por: SUASSUNA, Nelson Dias
Alguns descuidos no controle de doenças que incidem na cultura do algodão também podem trazer perdas inesperadas para a pluma. Sem dúvidas, uma das doenças foliares mais devastadoras é a ramulária (Ramularia areola), que registra infestações mais frequentes em períodos de alta umidade.
Um erro comum de manejo de doenças é atrasar as aplicações de fungicidas ou subdosar os produtos. Os prejuízos para a qualidade da fibra do algodão costumam ocorrer de forma indireta. Geralmente, a ramulária provoca desfolha precoce e reduz a área foliar do algodoeiro. Dessa forma, a planta enfrenta dificuldades para o enchimento das maçãs, impactando no comprimento e resistência da fibra do algodão. A abertura antecipada e desuniforme dos capulhos aumenta a exposição da pluma a intempéries, causando mais amarelamento, maior teor de impurezas e queda no padrão HVI.
O erro de controle da ramulária provoca:
- Perdas de produtividade;
- Fibras imaturas;
- Aumento de fibras fracas e curtas;
- Maior incidência de manchas no algodão.
Controle a ramulária:
Respeite as orientações de bula dos fabricantes de fungicidas para aplicar a dose ideal no momento certo. Invista em um manejo preventivo de doenças do algodão, respeitando os intervalos de aplicação, ajustando o controle de acordo com as condições climáticas e o histórico da área de cultivo.
É possível melhorar o manejo da ramulária e de outras doenças do algodão com o portfólio da Sumitomo Chemical. Recomenda-se especialmente o fungicida Pladius®, que se tornou uma referência no mercado brasileiro para o controle da ramulária. Com alta seletividade e diferentes modos de ação, esse fungicida traz segurança e eficiência para o manejo de resistência da ramulária.
3 – Maturação heterogênea: erro no uso de reguladores de crescimento

Em todas as regiões produtoras, é muito comum o uso de reguladores de crescimento na cultura de algodão porque esses produtos equilibram o desenvolvimento da plantação. No entanto, é preciso ter conhecimento técnico para adotar a tecnologia corretamente.
- Confira o artigo: maior eficiência e melhor rentabilidade com o uso de desfolhantes e maturadores na cultura do algodão.
Os reguladores de crescimento controlam o excesso de vigor da planta, melhoram a arquitetura do algodoeiro, aumentam a retenção de estruturas reprodutivas e promovem abertura mais uniforme dos capulhos, promovendo o aumento de produtividade e melhorias de qualidade da fibra do algodão.
A tecnologia é valorizada com o propósito de cultivar algodoeiros mais eficientes na produção da pluma. Porém, o uso inapropriado pode limitar demais o desenvolvimento do algodoeiro ou desperdiçar o produto, perdendo o efeito esperado. Um erro de manejo no uso de reguladores de crescimento é a aplicação fora do estádio ideal.
O erro na adoção de reguladores de crescimento gera:
- Desperdício de insumos;
- Controle exagerado do porte da planta ou desenvolvimento vegetativo desuniforme;
- Mistura de fibras maduras e imaturas;
- Perdas na colheita do algodão.
Controle a Maturação heterogênea:
É fundamental aplicar reguladores de crescimento na fase ideal, respeitando as recomendações de bula do fabricante da tecnologia. Quando o manejo é bem executado, os reguladores de crescimento promovem a adequada maturação dos capulhos. Depois disso, a tecnologia tende a favorecer o processo de desfolha e operações de colheita.
Para potencializar a estruturação da planta, os produtores podem contar com o programa Cotton+, um programa de manejo fisiológico idealizado pela Sumitomo Chemical. Trata-se de uma plataforma tecnológica estruturada com a oferta de três reguladores de crescimento: o Promalin®, o Punto® e o Impulse®. Essas três soluções se complementam e, juntas, promovem um salto na qualidade de fibra do algodão e de produtividade do algodoeiro.
Confira a Sinfonia do Algodão da Sumitomo Chemical
Saiba os detalhes do programa: Sumitomo Chemical lança o Programa de Manejo Fisiológico.Quer saber mais? Entre em contato com nosso SAC Sumitomo Chemical Brasil pelo telefone 0800-725-4011, WhatsApp (85) 98128-3297 ou e-mail sac@sumitomochemical.com. Para a compra de produtos, acesse a nossa página com todos os endereços.
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